sábado, 28 de agosto de 2010

acaso.

Sexta feira a noite. Ela caminha pela rua. Ele do outro lado, sentado em um banco apenas observando pessoas passando, de repente dá com os olhos nela e fixa o olhar.
Ela era realmente uma garota interessante. O sobretudo preto, o cabelo preso quase que em um coque, os sapatos pretos, e a meia calça...Que de onde ele pôde perceber, parecia ter algum tipo de desenho com rendas.
Ela era realmente linda. E pela observação que pôde fazer, deveria ter aproximadamente uns 22 anos. Ela era linda, e foi isso que prendeu sua atenção.
Quando ela estava para virar a esquina, ele em um salto teve uma idéia, iria segui-la. Não importa pra onde, ele iria segui-la. Isso não era uma coisa muito legal de se fazer, seguir as pessoas assim na rua, pensou ele, mas que mal haveria de ter? Ele só estava andando perdido se alguém perguntasse.
Os passos dela se apressaram...Os dele também. E ele ia seguindo seu rumo, sem se perguntar onde ela poderia estar indo. Apenas a seguia...Seguia aqueles passos...Que ele queria saber de quem eram afinal.
Ela andou mais ou menos por uns 15 minutos, e ele a sua escolta em silêncio. E ela, nem sequer percebeu aquele estranho a seguindo.
Ele era um cara bonito também. Por algum motivo, carregava a blusa de frio nos braços sem se importar com o inverno de 15º das ruas do centro da cidade.
E como aquela cidade era linda...
E quase sem perceber, ele a seguiu por uma rua de iluminação fraca, que dava em um beco, uma rua sem saída. De repente, ela parou, ele ficou sem ação, sem saber o que fazia, se disparava voltando saindo do beco, ou se continuava no mesmo lugar, apenas esperando o que ia acontecer.
Ela se virou devagar...E seus olhos encontraram os dele.
Eles ficaram se olhando por alguns segundos intermináveis na cabeça dele e de repente...Ela sorriu...
- Obrigada por ter me seguido.
Os olhos dela se estreitaram nele. Ela sorriu ironicamente. Ele gaguejou antes de responder...
- É...Eu, eu não estava te seguindo.
Ela riu de novo, deu perceber que a ironia era seu forte.
- Aham, sei.
Ele resolveu se entregar...
- Tá bom, ok, eu estava te seguindo. Estou aqui e não me arrependo não.
- Agora estamos falando sério.
- Qual é o seu nome?
- E importa?
Ele deu um passo em sua direção.
- Importa. Importa muito.
- Não falo meu nome a estranhos.
Ele olhou bem fundo nos olhos dela, ela desviou o olhar. Ele deu outro passo e pegou sua mão.
- Eu não sou um estranho.
Ela tentou soltar sua mão...E desviar seus olhos do olhar dele, mas não conseguiu.
- Me solta. Solta a minha mão...
Deu pra perceber, que ela não queria se libertar daqueles dedos.
- Eu queria te dizer que...Eu gostei de você, gostei de você há 20 minutos atrás...Gostei de você quando bati os olhos em você. E não vou, nem quero deixar isso passar.
Ele colocou os braços em torno de sua cintura e a puxou pra perto.
E lhe deu o melhor beijo de sua vida...

8 comentários:

Augusto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
@juusep disse...

Nossa que perfeito! :OO

Varda disse...

Bonito..mas eu teria surtado com um maluco me seguindo

Paulo Vitor Cruz disse...

bacana o conto, Ana..parabéns.

Paulo Vitor Cruz disse...

bacana o conto, Ana..parabéns.

Inercya disse...

Nossa, o acaso realmente nos traz coisas boas, né? (:
Adorei a história.
;*

Heitor Lima disse...

CARACA, que blog irado!
gostei muito daqui :D

@juusep disse...

textos do tipo, ele e ela são tudo! :D