Forcei meus olhos a ver o céu. As árvores se debruçavam sobre as ruas, pelo meu caminho a percorrer até o centro da cidade. A cidade deserta, vazia, e algo dentro de mim dizia que algumas coisas podiam mudar.
Era o fim do verão. Fim do Ensino Médio. Fim de tanta coisa. Tanta coisa encerrava-se ali. Algumas folhas caiam no chão, era o começo de uma nova estação. Seria então um recomeço? Era o que eu precisava saber.
A música no meu MP3, chamou minha atenção, olhei pra tela do aparelho para lembrar o nome, “shattered”, era o nome da canção. Continuei a caminhar, apertei o passo. Meus olhos percorreram a avenida, te avistei do outro lado da rua. Meu coração bateu mais forte em um compasso diferente, minha pulsação acelerou...Congelei.
E a musica entrava no refrão. Os melhores momentos desse verão passaram na minha cabeça feito um filme rapidamente. Eu e você éramos os personagens principais. Pra onde foi todo aquele brilho? Pra onde foram todos aqueles sorrisos? Não acredito que deixei você ir, ainda não acredito que deixei você ir...
Você sorriu sem graça e me deu um breve aceno de longe. Seus olhos seguraram por alguns segundos meu olhar e depois você abaixou o rosto. Por quanto tempo tem sido assim?
Nenhuma palavra, apenas olhares. Eu poderia te dizer que estou mal, mas eu estou bem sabe? Não tão feliz quanto eu era com você, mas estou bem. Eu apenas parei de me importar com isso. E tento não pensar muito em você, mais do que o involuntário.
Mas se fosse pra gente conversar sabe? Colocar tudo em pratos limpos, eu conversaria.
Te diria que sinto sua falta, e te diria mais, diria que eu consigo viver sem você, eu realmente consigo, mas eu queria você de novo na minha vida, com toda certeza.
Quando dei por mim, você já tinha ido, virado as costas e seguido o seu caminho. Já estava perto de dobrar a próxima rua, se você fosse mesmo dobrá-la. Me lembro bem o dia que você depois de um mal entendido, uma discussão sem sentido, foi embora e virou as costas pra mim. Tudo parecia tão igual agora. E daquele momento eu nunca esqueci.
Não sei por quanto tempo fiquei ali parada pensando. Ou por quanto tempo acompanhei você seguindo pela avenida. Mas houve um momento em que desisti de pensar em tudo isso, de acompanhar você com os olhos e segui em frente também.
Já era noite quando cheguei em casa. Meu pai assistia TV na sala. Subi as escadas sem fazer muito barulho, caso minha irmã e minha mãe já estivessem dormindo. Não queria incomodar ninguém. Na verdade, não queria que ninguém notasse minha presença, eu não queria conversar sobre como tinha sido o meu dia.
Entrei no meu quarto e com cuidado fechei a porta. Abri as cortinas, e era o céu mais estrelado que já tinha visto. Fiquei por um tempo ali, perto da janela, observando.
Tomei um banho, vesti meu pijama favorito e deitei na cama. Tinha alguns livros no criado mudo pra ler, mas não estava querendo ler nada. Na verdade, estava perdida em pensamentos essa noite. Eu ia fazer o possível pra tentar dormir, mas não sei em quanto tempo conseguiria.
De repente, percebi que algo vibrava e piscava, dentro da bolsa, em cima da escrivaninha. Era meu celular. Levantei e li a mensagem:
“Estou aqui embaixo, tem como você descer?”
Fazia algum tempo que eu não recebia mensagem do seu número. Engraçado, que a minha esperança de receber que me acompanhava todos os dias, já nem existia mais. Olhei da janela, você realmente estava lá. Meu coração disparou de novo. Tudo em mim mudou. Tudo em mim, cada milímetro do meu corpo se encheu de esperança.
Desci as escadas correndo, não me preocupei com barulho, não tive tempo de pensar em nada. Quando cheguei lá fora, parei de correr. Meus pés congelaram na varanda.
Você veio em minha direção, o sorriso sem graça de sempre, e os olhos em mim. Quando chegou perto, cada terminação nervosa do meu corpo parecia que ia explodir. Meu coração não parava de bater cada vez mais forte.
Você tocou meu rosto, e me puxou pra perto. Me abraçou por momentos intermináveis. E eu conclui, nada precisava ser dito, nada precisava ser pensado, apenas sentido. E tudo fez sentido. Tudo o que eu precisava saber.
Quando olhei pro lado, pude ver meu pai sorrindo da janela...E dando um piscada pra mim.
Foi aí que eu entendi...Era o começo, de um novo começo.
Era o fim do verão. Fim do Ensino Médio. Fim de tanta coisa. Tanta coisa encerrava-se ali. Algumas folhas caiam no chão, era o começo de uma nova estação. Seria então um recomeço? Era o que eu precisava saber.
A música no meu MP3, chamou minha atenção, olhei pra tela do aparelho para lembrar o nome, “shattered”, era o nome da canção. Continuei a caminhar, apertei o passo. Meus olhos percorreram a avenida, te avistei do outro lado da rua. Meu coração bateu mais forte em um compasso diferente, minha pulsação acelerou...Congelei.
E a musica entrava no refrão. Os melhores momentos desse verão passaram na minha cabeça feito um filme rapidamente. Eu e você éramos os personagens principais. Pra onde foi todo aquele brilho? Pra onde foram todos aqueles sorrisos? Não acredito que deixei você ir, ainda não acredito que deixei você ir...
Você sorriu sem graça e me deu um breve aceno de longe. Seus olhos seguraram por alguns segundos meu olhar e depois você abaixou o rosto. Por quanto tempo tem sido assim?
Nenhuma palavra, apenas olhares. Eu poderia te dizer que estou mal, mas eu estou bem sabe? Não tão feliz quanto eu era com você, mas estou bem. Eu apenas parei de me importar com isso. E tento não pensar muito em você, mais do que o involuntário.
Mas se fosse pra gente conversar sabe? Colocar tudo em pratos limpos, eu conversaria.
Te diria que sinto sua falta, e te diria mais, diria que eu consigo viver sem você, eu realmente consigo, mas eu queria você de novo na minha vida, com toda certeza.
Quando dei por mim, você já tinha ido, virado as costas e seguido o seu caminho. Já estava perto de dobrar a próxima rua, se você fosse mesmo dobrá-la. Me lembro bem o dia que você depois de um mal entendido, uma discussão sem sentido, foi embora e virou as costas pra mim. Tudo parecia tão igual agora. E daquele momento eu nunca esqueci.
Não sei por quanto tempo fiquei ali parada pensando. Ou por quanto tempo acompanhei você seguindo pela avenida. Mas houve um momento em que desisti de pensar em tudo isso, de acompanhar você com os olhos e segui em frente também.
Já era noite quando cheguei em casa. Meu pai assistia TV na sala. Subi as escadas sem fazer muito barulho, caso minha irmã e minha mãe já estivessem dormindo. Não queria incomodar ninguém. Na verdade, não queria que ninguém notasse minha presença, eu não queria conversar sobre como tinha sido o meu dia.
Entrei no meu quarto e com cuidado fechei a porta. Abri as cortinas, e era o céu mais estrelado que já tinha visto. Fiquei por um tempo ali, perto da janela, observando.
Tomei um banho, vesti meu pijama favorito e deitei na cama. Tinha alguns livros no criado mudo pra ler, mas não estava querendo ler nada. Na verdade, estava perdida em pensamentos essa noite. Eu ia fazer o possível pra tentar dormir, mas não sei em quanto tempo conseguiria.
De repente, percebi que algo vibrava e piscava, dentro da bolsa, em cima da escrivaninha. Era meu celular. Levantei e li a mensagem:
“Estou aqui embaixo, tem como você descer?”
Fazia algum tempo que eu não recebia mensagem do seu número. Engraçado, que a minha esperança de receber que me acompanhava todos os dias, já nem existia mais. Olhei da janela, você realmente estava lá. Meu coração disparou de novo. Tudo em mim mudou. Tudo em mim, cada milímetro do meu corpo se encheu de esperança.
Desci as escadas correndo, não me preocupei com barulho, não tive tempo de pensar em nada. Quando cheguei lá fora, parei de correr. Meus pés congelaram na varanda.
Você veio em minha direção, o sorriso sem graça de sempre, e os olhos em mim. Quando chegou perto, cada terminação nervosa do meu corpo parecia que ia explodir. Meu coração não parava de bater cada vez mais forte.
Você tocou meu rosto, e me puxou pra perto. Me abraçou por momentos intermináveis. E eu conclui, nada precisava ser dito, nada precisava ser pensado, apenas sentido. E tudo fez sentido. Tudo o que eu precisava saber.
Quando olhei pro lado, pude ver meu pai sorrindo da janela...E dando um piscada pra mim.
Foi aí que eu entendi...Era o começo, de um novo começo.
21 visões de mundo.:
Muito obrigado por teres dado o teu ponto de vista, foi importante, pois não tinhas obrigação de faze-lo, mas fizeste, e agradeço imenso :) Ja tive a conversa com ela, e mais uma vez ignorou esse assunto com uma frieza inacreditável.Tens toda a razao no que disseste. Acho que é hora de desistir.
Mais uma vez, obrigado.
bjinho
Aposto que cada momento foi unico pra você.
Certeza!
"(...)não adianta nem tentar me esquecer/ durante muito tempo em sua vida eu vou vier(...)"... o poeta estava mais uma vez certo... os grandes amores desconhecem tudo o que é esforço e tentativa de esquecimento...
*bacaníssimo o conto de hoje..
baibai.
Oláaaaa!
Quanto tempooooo! :D
Olha desculpa a correria mas to passando aqui só pra avisar que eu voltei com os blogs. Tanto o "no papel da bala" quanto o "hard candy".
Então nos falamos logo logo! :D
bjsss!
obrigadao.
É... fazia um tempo que eu não passava por aqui, mas pelo visto... vc não perdeu o 'dom' rs.
Continua, não para hehe...
Quando você falou da música, imaginei uma cena de um filme. A música tocando, a pessoa do outro lado da rua. Adoro histórias que me fazem imaginar tudo acontecendo. É como num livro. *-*
E um começo de um recomeço é sempre bom. Linda a história. Se for verdadeira, mais linda ainda.
;*
ah, acabei de ver meu blog no 'outros sonhadores...' *----*
que lindo hehe
Tive oportunidade de ler agora o texto e está lindo. Não cansa ler o texto :) espero que estejas feliz.
bjinho
Hey!
Nossa maravilhoso o texto, amei... E também acho o Enrique Igleisas pura sedução hihi....
Beijokinhas da Lola
Oi, eu sou a Lys.
Blogueira como você. E adivinha? Eu gostei do seu blog, rsrs.
Adivinha de novo?! Vou te seguir. ;D
Meus parabéns. Você é boa no que escreve! ;D
Exactamente, é assim que penso agora, se ela nao quis, foi porque nao gostava o suficiente, e também nao vou sofrer por quem nao merece :)
E mais uma vez, obrigado pelo apoio! Sempre que quiseres desabafar, podes contar comigo, talvez com estranhos seja mais facil de desabafar xD
bjinho e fica bem
Owwwnnn *-*
sério, teus textos sao muito fofos!!!
E que seja um começo de um novo começo pra vocês (:
nossa..gostei d + do seu txt...novos começos são sempre motivadores para mim...para os outros, deveria ser a mesma coisa...
http://guilg7.blogspot.com/
vlw...
Gostei do final :) e eu meio que ri na parte da piscadela do pai rs
~'. Estou toda arrepiada.
Esses mínimos detalhes me deixa por dentro de tudo, imaginando cada passo, tentando desvendar cada sentimento vivido.
O que não é tão difícil, já que já vivi algum momento parecido.
Não há coisa melhor mesmo, um recomeço.
E ás vezes, realmente sabemos que podemos viver sem aquilo, depois de um tempo nos damos conta e ficamos bem, além de sentir falta, além de saber que estariamos melhor com esse alguém do nosso lado.
Lindo post, lindíssimo!
=D
Beeeeijos
Obrigada amoree
Adorei, lindo. Lindo mesmo.
Olá Ana Paula, eu coheco a canção: "Shattered"
Nada como recomeçar em balada por uma canção dessas.
"Dentro de mim estou perdido
em meio ao coração
Um campo de batalha do amor
Que eu estive lutando"
Abraços e ótimo fim de semana
gostei muito!
obrigada :$ és um doce :)
Fofura em tanto.
Lhe convido, ao meu. maravilhoso dia pra você.
Essa nova fase que começa agora, pode até ser divertida.
@giovannamoser_
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